1. Mais um painel do INURA 2014.

    Este debate confronta pela primeira vez, no contexto de Belgrado, agentes com entendimentos diferentes sobre o papel da arte e da cultura no desenvolvimento urbano. Os pólos centram a base da discussão em torno do bairro de Savamala.

    De um lado, os que acreditam na transformação e reabilitação urbana através da arte; do outro a arte enquanto resistência à transformação capitalista do tecido social de um bairro.

    In this panel, we want to tackle what are possible interpretations of role of the culture in city development. What is its role in urban renewal and regeneration? What are the potentials to the local environment and how does its change local identities? Are these usages of culture anyhow connected to city strategies? What is the role of artists in urban renewal and capitalistic production?

    Sava Mahala (o Bairro do rio Sava) foi construído no início do século XIX como primeiro assentamento de Belgrado fora dos limites da fortaleza. É por isso um dos bairros mais antigos da cidade, depositário das suas mais antigas tradições e testemunha na sua organização boa parte da história contemporânea da Sérvia.

    Tradicionalmente habitado e vivido por marinheiros, estivadores, artesãos e prostitutas; vive um momento hibrido, fruto da desindustrialização, transformação das actividades portuárias da marinha mercante para os cruzeiros fluviais e também fruto da(s) guerra(s).

    Coexistem diversas tipologias de habitação: pátios, arquitectura socialista, espaços improvisados e ilegais, novos apartamentos, casas flutuantes.

    É apoiado nessas diversas tipologias que desenvolve-se grande parte da vida boémia de Belgrado. Entre música cigana ao vivo flutuando o rio até a espaços reabilitados ao estilo de centros sociais.

     
  2.  

  3. Algures em São João do Estoril, ali pero do acesso ao “Bidé das Marquesas”, Praia da Poça.

     

  4. Dias na Sukupira, Amadora.

     


  5. Solidariedade com os trabalhadores e residentes do Samacki Hoteli em Nova Belgrado

    Em Nova Belgrado, subúrbio de Belgrado, os antigos trabalhadores do Samacki Hotel estão em risco de ser despejados das suas residências. Em consonância com o socialismo de autogestão em vigor na ex-Jugoslávia, os alojamentos dos trabalhadores do Samacki hotel foram construídos através dos fundos de solidariedade provenientes dos seus salários. 

    Com o fim do socialismo, venda da empresa Mãe e consequente falência do comprador, os antigos trabalhadores do Hotel Samacki correm agora o risco de ser desalojados.

    Aqui fica a carta da rede INURA sobre o assunto:


    PUBLIC LETTER REGARDING THE HOUSING SITUATION OF FORMER TRUDBENIK CONSTRUCTION WORKERS AND THEIR FAMILIES IN BELGRADE, SERBIA

    We write to you as members of the International Network of Urban Research and Action (INURA) who recently participated in the international conference “Between Big Ideas and Life’s Realities” June 22 – 29, 2014 in Belgrade and Tara. INURA is a network of people involved in research and action in localities and cities, including professionals, activists and researchers from community and environmental groups, universities and local administrations (see http://www.inura.org). INURA is also a member of the Habitat International Coalition, a global network for the right to housing and social justice.

    The conference in Belgrade/Tara was the 24th annual conference of INURA, and was attended by about 120 participants from more than 50 cities and 20 countries. As part of the official program, we visited a number of sites and projects, including an initiative representing the interests of residents of the so called Samački Hoteli in New Belgrade, Yuri Gagarin Street no. 139, and in Konjarnik, Luneta Milovanovića Street no. 6, built by the KMG TRUDBENIK in 1980 and 1964 respectively. We are writing to you in order to draw your attention to the very precarious living conditions of its residents and, in particular, to their unresolved housing situation.

    According to what we have learnt during our visit there, a group of over 210 people, most of them former workers of the well-known construction company KMG TRUDBENIK and their families, is threatened by eviction. Their accommodation, once built with the help of solidarity funds financed by the wages of all workers, was sold along with the whole company to the firm MONTERRA in March 2008 as part of the general privatization process in Serbia. Apparently, nothing was done by the state authorities to protect the status of the workers and residents of the Samački Hoteli from the arbitrariness and mismanagement of the new owners. When MONTERA declared bankruptcy in 2011, all previous arrangements were annulled. More than 500 workers were dismissed, left without any redundancy program or support from the government. It turned out that the “business” policy of the new owner was to plunder the company and profit from its dismantling, with no plans for future production or any obligations towards the workers.


    During our visits, we learnt that the residents of Samački Hoteli and similar accommodations have since been facing constant harassment and pressure, first by the management of MONTERRA and later by the bankruptcy trustee ERSTE BANKA and SOCIETE GENERALE BANKA and the Commercial Court who all want them to move out of their homes and to sell both buildings in order to repay the debts accrued under the management of MONTERRA. With the bankruptcy of TRUDBENIK, most tenants have become unemployed and are now threatened by eviction. The people who we talked to during our visits told us that they have no resources and no other place to go, and therefore they will most likely become homeless. Some families are also frightened that they will be separated, with their children being put in state-run homes while the adults end up on the streets.

    As INURA members, we come from different countries and are not familiar with the details of the privatization process in Serbia or the laws that enabled and accompanied it. However, we strongly believe that workers and their families should not become the pawns of highly irresponsible corporations and their incessant appetite for increased profits. We are convinced that the state and the city of Belgrade are responsible for the welfare of its citizens and residents and should therefore take action to prevent these workers and their families from becoming homeless and safeguard their right to housing. We therefore urge you to take action and protect the people living in the so called “Workers’ hotels” in Belgrade from harassment, housing insecurity and eviction. We furthermore urge you to make all possible efforts to work on a permanent solution for them and resolve their status as legal residents. We look forward to hearing from you about what steps you and your institution are planning to take. Thank you very much for your attention. Sincerely


    Members of INURA participating in the 2014 conference in Belgrade/Tara

     

  6. A influência dos digital media e redes sociais na construção do quotidiano urbano e suas formas, é o principal âmbito de The City as Interface, o último livro de Martijn de Waal, fundador do centro de investigação The Mobile City.

    No livro, o autor faz concorrer duas perspectivas possíveis a partir da utilização massiva dos new mediaa sua contribuição para o aumento do individualismo e liberalização dos modos de vida urbanos e; a possibilidade da construção de uma sociedade da comunidade de estranhos, aberta e democrática o “ideal republicano”.

     
  7.  

  8. As the crisis in Ferguson has shown, one issue with the militarization of the police is that military gear doesn’t come with military training. The U.S. Army’s handbook on civil disturbances states in no uncertain terms that the way that the approach that authorities take to crowd control can worsen a crisis—a factor that the St. Louis County Police Department apparently did not take into consideration.

    -War Veterans Criticize the Tactics of Military-Armed Police in Ferguson

    [Photo: Mario Anzuoni/Reuters]

    (Source: thisiscitylab)

     


  9. E chegado o último dia do Festival Cale, após a intensidade curiosa que pautou a presença da stress no Fundão, um regresso às origens. Afinal, quando celebramos a Rua da Cale (Kahal), de que falamos?

    Para aprofundar a interrogação, convidámos para a conversa José Travassos, sociólogo; e Maria Antonieta Garcia, doutorada em Sociologia; ambos, do seu modo, estudiosos da presença judaica na Cova da Beira.

    A presença judaica na Beira interior é maior do que a  reconhecida presença em Belmonte, estende-se à Idanha-a-Nova, Covilhã, Penamancor e Fundão. Falamos desse itinerário e das razões específicas da manutenção dessa presença na Beira. 

    De forma simples e acessível, recorrendo até a exemplos pessoais, percorremos os vestígios e práticas dessa história, não esquecendo a inquisição e os motins associados. 

    Por último, a conversa aborda as analogias possíveis entre a história judaica do Fundão e o carácter comercial e burguês da cidade, bem como com o movimento cultural e político oposicionista da década 70 do século XX. 



    Algumas referências para acompanhar a conversa:

    Motins do Fundão contra a Inquisição

    Judeus de Belmonte e o Poder Autárquico

    Cadernos de estudos sefarditas

    Uma estranha diáspora rumo a Portugal:Judeus e Cristãos-Novos Reduzidos à Fé Católica no Séc. XVII

    Mil Diabos da Capinha

    Moisés Abrantes

    Judeus de Penamacor e a Inquisição

    Bibliografia de Judaísmo em Portugal

    O Criptojudaísmo continua e Belmonte


    E ver também:

    Reportagem fotográfica

    Mesas redondas stress.fm no Festival Cale 2014

    A Stress.fm no Festival Cale

     


  10. No segundo dia do INURA 2014, a equipa dos Ministry of Space (Ministarstvo prostora) organizou um debate sobre Urban Development and Civic Struggles. Na constituição do painel houve o cuidado de dar representação a movimentos e histórias das diferentes repúblicas que constituíam a Jugoslávia. Em relação a cada contexto, aborda-se as lutas relacionadas com  a organização capitalista da cidade, processo moderadamente recente na história das repúblicas. Com Tomislav Tomašević, New Media center_kuda.org, Tatjana Rajić, Darjan Bilić, Ivana Dragšić e Marko Aksentijević (moderador).

    Serbian privatization of land and urban structures, badly implemented government decentralization, and an abundance of urban stakeholders with blurred individual interests, resulted in gradual disappearance of public spaces and places for nonprofit activities. In such circumstances, the culture is perceived as a mere expense on one side, but also as a potential for future economic development and job and capital creator on the other. In this panel, we want to tackle what are possible interpretations of role of the culture in city development.

    What is its role in urban renewal and regeneration? What are the potentials to the local environment and how does its change local identities? Are these usages of culture anyhow connected to city strategies? What is the role of artists in urban renewal and capitalistic production?

    INURA 2014 

     

  11. Começa hoje, dia 12, a Residência Artística do Pendão (RAP). Antecedida de um workshop intensivo de software em gravação e produção musical, a Residência pretende dar seguimento à vontade e trabalho de um grupo de jovens que tem como ambição construir um estúdio comunitário no Bairro do Pendão em Queluz.

    Nos próximos dias, montado o estúdio provisório, jovens do Pendão e de outros bairros, auto organizados, vão construir sons, temas, vídeos; masterizar e publicar online.

    Para além dos produtos directamente extraídos da dinâmica criada, a médio prazo, vão instalar um estúdio permanente no Bairro que sirva várias necessidades e que seja auto sustentável.

    Por toda a experiência que envolve: escrita, declamação, software, organização; todos os envolvidos serão graciados com uma certificação modular profissional.

    A acompanhar: AQUI (fotos) e AQUI (diário)

     
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  13. Para os interessados em questões de habitação, fica aqui o debate “Housing as a right and a commodity”, organizado aquando do encontro INURA 2014 em Junho último.

    Com a moderação de Michael Edwards, as presenças de Smarter Building, Miodograd Ninic, Andreas Wirz e Arie van Wijngaarden; permitem-nos explorar o estado da habitação em locais tão distintos como Montenegro, Zurique, Belgrado e Amesterdão; manifestando possíveis caminhos contemporâneos para a construção de alternativas.

    Fica aqui a intenção original do debate:

    Gradual disintegration of welfare state and deregulation of housing policies have left many people without a decent and affordable housing and not rarely even without any accommodation This raises the question of the role of the state and its responsibility for vulnerable citizens. And while the debate can go on for a long time, those in need have to find their own solutions by joining together and figuring out models of financing and (re)constructing their future homes. On this panel we will discuss housing policy in Serbia in the past 60 years and recent trends in the Netherlands and Switzerland and explore the models of cooperative housing as an affordable alternative for those who cannot satisfy their needs on the market or through state programs.

    In http://inura2014belgrade.wordpress.com/

     
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  15. Faz hoje três anos dos motins de Londres. Há já dois anos que este documentário circula, onde os habitantes dos bairros sitiados explicam as incidências ocorridas.

    (Source: anarcutie, via thesubversivesound)